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Planejamento e orçamento empresarial

Uma das peças-chave do empreendedorismo, talvez a mais importante delas, é o planejamento empresarial. Mas o que é planejamento? É o processo que vai auxiliar a empresa a atingir metas e objetivos, evitar perda de recursos, desperdício de tempo e dinheiro, atrasos de trabalhos, recuo no mercado e perda de competitividade. Além disso, é a fonte da qual bebem investidores e parceiros para identificar o potencial sucesso do empreendimento.

 

A maioria dos planos é focada em números e projeções, promessas que dependem de inúmeros fatores para serem cumpridas, especialmente em um novo negócio. Algumas dessas informações são essenciais: a que ponto o business começa a lucrar? Qual será o impacto de uma nova ação? Isso não pode faltar no orçamento empresarial. Além disso, em negócios consolidados, a auditoria interna ajuda a minimizar risco de fraudes e identificar práticas ineficazes.

Além dos números, há quatro pilares para um bom planejamento empresarial, segundo William A. Sahlman, professor da Harvard Business School: gestão de pessoas, oportunidades, contexto, risco e recompensas.

 

Gestão de pessoas

Sem um bom time de funcionários, as outras partes do negócio não funcionam como deveriam. É importante identificar quem são as pessoas que compõem a equipe: o que elas conhecem, quem elas conhecem e como são conhecidas. Parte de um plano eficaz é a descrição das habilidades dos membros da equipe, se já trabalharam juntos anteriormente, se os integrantes têm contatos relevantes para o processo, como fornecedores, clientes e funcionários.

Estudo do mercado

Segundo pilar do plano, as oportunidades precisam estar focadas em duas questões: o mercado é amplo ou está crescendo (ou os dois)? A indústria é ou pode se tornar atraente? É muito mais fácil para um investidor visualizar retorno quando frente a um mercado com alto potencial de crescimento. A alternativa é melhor do que lutar por espaço em mercados consolidados. Algumas questões devem ser respondidas no planejamento para que os investidores consigam visualizar o fluxo de caixa: quando o negócio precisa adquirir recursos como materiais ou pessoas? Quando eles devem ser pagos? Quanto tempo demora para se conseguir um cliente? Quanto demora para o cliente pagar? Quanto capital será investido? Isso tudo faz parte da contabilidade gerencial e também deve estar explicado no plano.

Estudo da concorrência

Além disso, é preciso entender a concorrência: com quem se está concorrendo? Quais recursos eles controlam? Quais seus pontos fracos e fortes? Como eles reagirão ao novo negócio? E como se pode responder a essa reação? Quem mais pode visualizar a oportunidade e querer explorar o território?

O terceiro pilar é o contexto dessas oportunidades. Deve-se avaliar o meio macroeconômico (economia, juros, inflação e câmbio) e as regras governamentais (taxas e impostos, legislações etc.). É uma boa época para começar um negócio? Como o contexto pode mudar e como isso pode influenciar o empreendimento?

Gestão de riscos

Riscos e recompensas: o último pilar do planejamento. Tendo em vista que as oportunidades são fluidas e podem mudar a qualquer momento, é prudente inserir a avaliação dos riscos e revelar uma visão realista da dinamicidade do processo. O que pode acontecer se um dos líderes do business pedir as contas? E se a concorrência responder com agressividade inesperada? O que pode acontecer se mudar a situação política do país detentor das matérias-primas necessárias? Quais atitudes podem ser tomadas?

Levantadas essas questões, a gerência consegue ter uma visão ampla das necessidades do seu negócio e das possíveis mudanças de paradigma. O planejamento e o orçamento empresarial entram na observação do processo, na análise das situações e na definição das ações a se implementar.

Fonte: Portal Educação

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